× Home × Ask × Tumblr da Autora ×
Let The Flames Begin
theme by nee-d. don't copy.

Chapter 1 - Friday Night

O bar estava vazio. Coisa que não era comum em um bar no centro de Manhattan em uma sexta-feira à noite. Uma mulher entrou no lugar e olhou ao redor. Sua expressão era de alívio quando viu que o lugar estava vazio. Musica alta e pessoas andando por todos os lados não era o que ela precisava naquela sexta.

- Whisky, por favor. - Ela pediu ao sentar em um dos bancos a frente do balcão. A luz baixa do lugar fazia seus olhos azuis parecerem cor de mel. Os cabelos longos, sem maquiagem. Linda.

- Sabe, é meio difícil encontrar um bar vazio em Nova York em uma sexta-feira. Eu sempre venho a esse lugar quando quero ficar só. - Um homem que estava sentado ao lado dela disse. Ela não tinha o notado ao chegar ali. Não o olhou, apenas deu um gole na bebida e esboçou um sorriso sem emoção alguma.

- Dia difícil? - Ele perguntou e olhou pra ela. 

- Assim como as últimas semanas. - Ela respondeu ainda sem encará-lo.

- Parece que você precisa de outra dose. - Ele disse quando viu ela dar o último gole. - Posso te pagar uma?

Ela riu mais uma vez, o mesmo riso sem emoção. O olhou pela primeira vez desde que ele tinha falado com ela e encarou o copo vazio outra vez.

- Então… - Ele insistiu.

- Não, obrigada. Porque se eu aceitasse nós provavelmente ficaríamos bêbados, você me levaria pro seu apartamento e você se aproveitaria de mim, ou eu me aproveitaria de você… Eu conheço essa história. Já fiz isso antes. Conheço caras como você. E hoje não é um dia pra ficar bêbada e transar com o primeiro cara que oferece um drink em um bar. Então, não. Obrigada.

Ela falou tão rápido que ao terminar precisou respirar fundo pra recuperar o fôlego.

- UAU! - Ele disse após ficar alguns segundos sem reação tentando digerir o que tinha acabado de ouvir. - Por essa eu não esperava. Ok, primeiro, você não me conhece para poder dizer com tanta certeza o tipo de homem que eu sou. - Ela o olhou curiosa pra saber o que viria pela frente… - E segundo, seus olhos tem a mesma expressão que os meus têm tido ultimamente. Você esta sofrendo, e eu posso afirmar isso porque eu sei o que é isso. Então eu pensei que nós poderíamos conversar e quem sabe nos tornar amigos compartilhando nossas desgraças e falando sobre o quão vadia a vida pode ser, mas pelo visto eu me enganei. Você é meio louca sabia? - Ele disse antes de se levantar e sair.

Alguns segundos foram suficientes pra ela perceber que tinha sido um pouco rude com ele. Deixou uma nota de 10 dólares no balcão e correu pra tentar pegá-lo a tempo de se desculpar.

- Hey, espera. - Ela gritou quando o avistou a alguns passos da entrarada bar. Ele se virou e esperou ela chegar perto dele.

- O que você quer? - Ele disse.

- Me desculpa por ter sido grosseira com você. Não foi minha intenção. Quer dizer, na verdade foi, mas no fundo eu não queria de tratar daquele jeito e esse é um dos meus defeitos, descontar meus problemas em quem não tem absolutamente nada a ver com isso e como você pode perceber eu também falo demais. Então, me desculpe, de novo. - Ela riu sem graça. Ele olhou em volta se divertindo com o jeito meio atrapalhado dela e a encarou. A luz baixa do bar não o deixou notar os olhos azuis dela pelos quais ele estava um pouco hipnotizado.

- A propósito, meu nome é Ella. Ella Forbes. - Ela se estendeu a mão.

- Max. Eu sou Max Riley. - Ele apertou a mão dela e os dois sorriram como uma forma de cumprimento.


Sinopse

Ella Forbes é uma jovem de 28 anos, jornalista de um dos principais jornais de Nova York. O tipo de mulher pelo qual qualquer homem se apaixonaria. Cheia de sonhos e devaneios como toda mulher, não teve uma vida fácil. Sempre teve que lutar pelo que quis. Nada do que ela teve em toda sua vida foi dado à ela em uma bandeja de prata, ou caiu do céu. Acho que é por isso que ela dá valor a absolutamente tudo. Desde à TV nova, ao amanhecer de um dia de primavera. Um dia frio, um chá e um livro eram suas companhias favoritas. Ella era intensa, no amor, na dor. Em tudo. E por ser tão intensa, a dor de amor já se tornou amiga íntima…

Sabe aqueles homens de dramas americanos? Que quando você o vê pela primeira vez além de reparar na aparência de Deus Grego você de cara deduz que ele é o mulherengo da história, que a vida dele se baseia em sexo, bebidas e festas? Se algum dia você esbarrasse com Max Riley em algum bar ou na rua você pensaria exatamente isso dele. Os olhos cor de mel e o sorriso sedutor deixariam qualquer mulher derretida. Mas como dizem, as aparências enganam. Max não era nada do que aparentava. Dono de uma galeria de artes, ele era apaixonado por música, filmes e o café de uma lojinha que ficava na esquina da rua de sua galeria. Ao contrário de Ella, Max nasceu em uma família rica, mas a última coisa que ele cobiçava na vida era dinheiro. Nas horas vagas ele gostava de sentar em um banco do Central Park e observar a vida. Isso mesmo. A vida. As crianças brincando, os casais apaixonados namorando, o vento chicotear as árvores fazendo as folhas caírem no outono e as crianças pularem de alegria. Max era um admirador de coisas simples. Max era a esperança em pessoa. 

O que acontece quando a vida resolve juntar dois corações partidos, duas vidas completamente bagunçadas, como eles vão lidar com a possibilidade de serem felizes de novo? Se é que um dia eles foram felizes de verdade…

La Belle Aurore é uma história sobre recomeços. Pois é quando nós estamos distraídos que a vida nos surpreende.